Caso Bianca: tia da jovem fica frente a frente com traficante suspeito do crime

N. Ferreira 06/01/2021 Relatar Quero comentar

Nesta terça-feira, 5, internautas levantaram as hashtags #justiçaporbianca e #justiçaporbia nas redes sociais, em especial no Twitter, para chamar atenção para o assassinato de uma jovem no Rio de Janeiro, chamada Bianca, identificada nas redes como @biancaLdiivino. O principal suspeito é o ex-namorado da vítima, que teria esquartejado a jovem após ela publicar as fotos abaixo de biquíni no Twitter sem pedir sua aprovação. O crime teria ocorrido na Comunidade Kelson’s e o corpo da vítima teria sido jogado na Baía de Guanabara.

Uma tia de Bianca conta que teria falado com Dalton em um bar e o homem apontado pela polícia como chefe do tráfico na comunidade teria confirmado que matou Bianca. Dalton nutria um sentimento violento pela jovem. Uma testemunha deu detalhes do relacionamento.

Nas postagens de protesto, usuários, em sua maioria mulheres, comentam que o assassinato da jovem se trata de um caso de feminícidio, homicídio “contra a mulher por razões da condição de gênero”, que configura crime hediondo e está previsto na lei 13.104/15 do Código Penal. O Brasil é um dos lugares mais perigosos para o sexo feminino no globo, ocupando o 5º lugar no ranking Mundial de Feminícidio, de acordo com informações do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH), ficando atrás apenas de El Salvador, Colômbia, Guatemala e Rússia.

Por enquanto, ainda não é maiores informações sobre o crime, não tendo a polícia ainda se manifestado sobre ele. 

No início de um novo ano, a vida de mais uma jovem foi tirada por um por um homem que se acha no direito de tratar mulheres como objetos de posse. Bianca é mais uma das tantas vítimas do machismo e do feminicídio no Brasil, e a culpa do crime é do assassino – não da roupa ou de atitudes.

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