EUA: Brasileira desconfia de cliente, liga para polícia e salva criança de11 anos de abuso

Carlosandre1055 16/01/2021 Relatar Quero comentar

Você precisa de ajuda?" Foi com essa frase, escrita em uma folha de papel, que a brasileira Flaviane Carvalho ajudou a salvar uma criança de 11 anos que era torturada pelo padrasto nos Estados Unidos.

O caso aconteceu no dia 1º de janeiro na cidade de Orlando, na Flórida, mas só foi divulgado pela polícia local nesta quinta-feira (14). Tanto o homem quanto sua mulher -a mãe da criança agredida- foram presos.

O menino e sua meia-irmã, que tem 4 anos e é filha do casal, estão sob a guarda do Estado até que as autoridades encontrem familiares aptos a cuidar de ambos.

Flaviane é gerente do restaurante Mrs. Potato e estava trabalhando quando o casal foi ao local na primeira noite do ano, acompanhado das duas crianças.

O grupo entrou no restaurante e pediu a refeição, mas, quando a comida chegou, só havia pratos para o casal e a criança menor.

A brasileira, que vive nos Estados Unidos há 14 anos, foi então perguntar se estava tudo certo com o pedido. O padrasto disse apenas que a criança iria comer mais tarde em casa.

Nesse momento, porém, ela notou que o menino tinha um machucado na testa, entre as sobrancelhas, que estava visível mesmo ele estando de máscara, óculos e capuz.

Desconfiada, Flaviane começou a observar a criança e notou que ela tinha uma marca roxa no rosto. Além disso, ao se mexer, eram visíveis hematomas também nos braços. "O instinto materno gritou nessa hora", contou ela à reportagem.

A brasileira, que tem duas filhas, pegou uma folha de papel e escreveu um bilhete perguntando se estava tudo bem. Ela se posicionou atrás dos pais, de modo que apenas o menino pudesse vê-la, e levantou o cartaz improvisado. A criança fez apenas um sinal positivo com a cabeça, indicando que sim, estava tudo bem.

Flaviane, porém, continuou achando o episódio estranho e fez um novo cartaz, desta vez perguntando se o garoto precisava de ajuda.

Quando a criança novamente fez sinal que sim com a cabeça, a gerente conversou com a dona do restaurante, que também é brasileira, e elas decidiram ligar para a polícia.

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