Pesquisadores criticam falta de dados da CoronaVac e calculam 64% e não de 78% como divulgado

will 09/01/2021 Relatar Quero comentar

Pesquisadores e cientistas têm questionado os dados de eficácia da CoronaVac, vacina contra a covid-19 desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

Em entrevista concedida nessa 5ª feira (7.jan.2020), o governo do Estado de São Paulo afirmou que a vacina reduz em 78% o risco de contrair casos leves de covid-19.

O imunizante, segundo a gestão de João Doria (PSDB), preveniu totalmente mortes pela doença e foi 100% bem-sucedido ao impedir que os infectados desenvolvessem casos graves e moderados da covid-19.

Na apresentação exibida durante o anúncio, o governo paulista afirmou que os dados representam .

O número exato de casos de covid-19 registrados em cada grupo de voluntários (os que tomaram a CoronaVac e os que tomaram placebo), no entanto, não foi informado na apresentação inicial feita à imprensa.

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou durante o anúncio de 5ª feira que foram 218 casos de infecção pela covid-19 entre os voluntários, sendo “cerca de 160” no grupo que recebeu o placebo e “pouco menos de 60” entre os vacinados.

A falta de informações detalhadas foi criticada por pesquisadores e epidemiologistas nas redes sociais.

O professor Stefano de Leo, da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), afirmou ao Poder360 que é possível calcular a eficácia global a partir dos números apresentados, considerando-se que metade dos voluntários tenha tomado o placebo, o que, segundo o pesquisador, “é provável” que tenha ocorrido.

De acordo com ele, a eficácia é calculada a partir de uma equação em que se subtrai o número de pessoas infectadas que tomaram vacina do número de pessoas infectadas que tomaram o placebo. O resultado é dividido pelo número de infectados que tomaram o placebo e, na sequência, multiplicado por 100.

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