Homem vê ‘caso Backer’ e tenta matar esposa com cerveja contaminada

Receitas Brasil 24 Horas 21/04/2021 Relatar Quero comentar

Um homem de 42 anos envenenou a própria esposa, de 37, com dietilenoglicol. A substância foi comprada pela internet e colocada na cerveja da vítima. O caso aconteceu em Mateus Leme, na região metropolitana de Belo Horizonte. O suspeito foi preso nessa segunda-feira (19) após confessar o crime, enquanto a vítima continua internada em estado grave.

A substância colocada na cerveja é a mesma encontrada em cervejas da Backer, o que resultou na morte de várias pessoas em Minas Gerais. A delegada Lígia Mantovani disse que a tentativa de feminicídio foi motivada por “desavenças, brigas conjugais, traições e problemas financeiros”. O casal está em união há 19 anos e tem dois filhos – um de 8 e outro de 17.

“O homem comprou a substância no Mercado Livre no dia 15 de fevereiro e ela chegou no dia 17. Ele então teria aguardado o momento oportuno para oferecer a substância para a esposa. Em 11 de abril, ele colocou a substância no copo da vítima, que ingeriu a cerveja contaminada e logo após passou muito mal”, detalhou.

A vítima já passou por três hospitais e, desde a última sexta-feira (16), está hospitalizada em BH. “O que chama a atenção é ele ter adquirido a substância e ministrado na cerveja imitando o trágico caso da cervejaria Backer”. O dietilenoglicol foi comprado por R$ 35.

Diante da gravidade em que a vítima se encontra, o autor assumiu o crime e ligou para o hospital onde a companheira está. “A princípio ele ligou para as atendentes e disse que o quadro da mulher era grave pois tinha dado cerveja contaminada a ela. Depois procurou as autoridades policiais. Fizemos o registro da ocorrência e a oitiva”, contou Mantovani.

Uma enteada do autor também foi ouvida pela polícia. “A pessoa relatou alguns traços da personalidade dele, como: frieza, falta de carinho com a vítima e bastante calculista. Tudo isso vai ao encontro da premeditação do crime”.

O autor entregou a nota fiscal da compra à Polícia Civil e as autoridades vão apurar a compra da substância. “Já identificamos que foi comprado em uma empresa de São Paulo e vamos ver se houve o preenchimentos de requisitos legais”.

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