Família descobre idosa viva um dia depois de enterrar corpo entregue por engano em hospital; caso gera revolta

NOVAS NOTICIAS 08/01/2021 10:29 Relatar

Família descobre idosa viva um dia depois de enterrar corpo entregue por engano em hospital; caso gera revolta

Dor, surpresa, alívio e revolta, essas são algumas palavras que traduzem os sentimentos vividos por uma família do município de Santa Cruz, no Sertão da Paraíba. Um dia após sepultar uma mulher acreditando que seria a matriarca da família, os familiares de uma idosa receberam a notícia que a vítima em questão não se tratava de Maria França de Andrade, de 76 anos.

De acordo com relatos dados pela família, acreditava-se que a aposentada tinha morrido por complicações da Covid-19. Por conta deste motivo, cumprindo protocolos estabelecidos, o corpo não foi submetido a um reconhecimento, sendo enterrado com caixão lacrado. Contudo, Maria França estava viva, e a vítima em questão que foi enterrada tinha o mesmo nome dela. Em nota, o Hospital Regional de Piancó confirmou o equívoco.

Em contato com o G1, a direção da unidade hospitalar disse ainda que foram tomadas algumas medidas para reparação e as famílias receberam assistência jurídica. Responsável por dirigir o hospital, Ines Remigio, classificou como o caso como um erro humano, e disse que a identificação acabou sendo trocada. Ainda segundo ela, o caso não chegou a ser repassado para a imprensa por conta de um pedido dos familiares das duas senhoras, que não queriam exposição.

Viva

Maria França de Andrade, de 76 anos, foi diagnosticada com Covid-19 no mês de dezembro, e na véspera de Natal foi internada em Piancó. Próximo da virada de ano, os familiares dela receberam a notícia que a idosa não havia resistido às complicações da doença.

Um dia depois de enterrar o corpo da outra idosa entregue por engano pelo hospital, a família dela recebeu uma ligação do hospital, que solicitou uma conversa para explicar o equívoco na troca de corpos. Depois de toda a confusão e um momento de dor por parte dos familiares, Maria França se recuperou da doença e já está em casa.

“Foi um abalo muito grande para a família e eu quero aqui dizer que sirva de orientação, que quando for fazer um procedimento desse, que preste mais atenção. Do jeito que aconteceu com nossa família, pode acontecer com outra pessoa”, disse Vigílio Silva, neto da paciente.

Processo

Apesar de todo a movimentação do hospital que buscou ajuda da Justiça para exumar o corpo enterrado, as famílias já procuraram um advogado para entrar com uma ação contra a unidade pelo equívoco.

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