Auxílio Emergencial: Guedes sinaliza decisão final e arrebatadora sobre prorrogação do benefício em 2021

N. Ferreira 12/01/2021 Relatar Quero comentar

O ministro da Economia Paulo Guedes considera como positiva o Orçamento de 2021 não ter sido aprovado pelo Congresso. Guedes tem interesse em mostrar aos investidores que o governo de Bolsonaro está sendo cuidadoso ao controlar os gastos públicos. A não aprovação do Orçamento cria trava para as despesas anuais do governo.

Com as contas do governo limitadas, a equipe econômica de Bolsonaro afirmou que não trabalha com o cenário de pagar mais parcelas do auxílio emergencial à parcela mais vulnerável dos trabalhadores brasileiros que foram afetados pela pandemia do novo coronavírus. Auxiliares do ministro da Economia afirmam que só há a possibilidade de discussão sobre a reformulação do Bolsa Família, levando em conta o valor já previsto para o Orçamento de 2021.

As alterações mais abrangentes devem ser propostas apenas depois do Congresso Nacional realizar suas eleições, que devem acontecer em fevereiro. O Congresso tem intuito de unir programas sociais que já existem no Brasil. Entretanto, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) já vetou a ideia de fundir programas sociais.

O fim do pagamento do auxílio emergencial em dezembro de 2020 foi criticado por especialistas e por políticos, já que a crise econômica provocada pela pandemia do novo coronavírus não chegou ao fim em dezembro. Enquanto há negociações para os próximos presidentes do Congresso, políticos fazem pressão para que novas parcelas do auxílio sejam aprovadas.

Ano passado, disputas políticas travaram a tramitação do Orçamento deste ano. Ele ainda não teve aprovação e o governo não possui autorização para aumentar as despesas, se assim quiser.As férias de Paulo Guedes chegou ao fim nesta segunda-feira (08), dia em que o ministro fez reuniões com subordinados.

Auxiliares afirmam que, até fevereiro, quando a o Legislativo retoma os trabalhos, o Ministério da Economia deve fazer discussões internas. Por isso, janeiro deve ser um mês de observação política e sem anúncio de medidas. A Carteira Verde e Amarela pode ser relançada.

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