Urgente: Oxigênio acaba em hospitais de Manaus e vítimas de Covid estão morrendo sufocadas

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Com o aumento súbito da demanda por oxigênio e baixa oferta nos hospitais em Manaus, médicos que atuam no tratamento de pacientes com Covid-19 relatam que estão tendo que escolher quais paciente serão assistidos.

Profissionais que atuam no HUGV (Hospital Universitário Getúlio Vargas) relatam que a falta de oxigênio na unidade, que se agravou entre a madrugada e o início da manhã desta quinta-feira (14), resultou na morte de seis pacientes nas primeiras horas do dia. Eles alertam que mais óbitos podem ocorrer ao longo do dia, uma vez que o estoque de oxigênio da unidade deve durar apenas mais algumas horas.

O mesmo pode acontecer em outras unidades, como Serviços de Pronto Atendimento e o Hospital 28 de Agosto, uma das unidades de referência para Covid-19, onde o estoque de oxigênio também não deve durar até o fim do dia, contam médicos.A demanda por oxigênio da rede estadual de saúde, que era de cerca de 30 mil metros cúbicos por por dia em abril de 2020, no primeiro pico da pandemia, chegou a 76 mil metros cúbicos nesta quarta-feira (13).

Profissionais de saúde estão usando as redes sociais para pedir doações de cilindros de oxigênio para a população. "A gente está sem oxigênio para os pacientes, a previsão é que acabe em duas horas. Já tivemos baixas de pacientes, então quem tiver oxigênio em casa sobrando, por favor, traga aqui para hospital", desabafou em um vídeo o médico intensivista do HUGV, Anfremon D'Amazonas Monteiro Neto.

Outro médico que trabalha no HUGV relatou à reportagem que as primeiras horas do dia na unidade foram de tensão, após o nível de oxigênio atingir nível crítico, afetando todos os pacientes internados que utilizavam respiradores."Hoje é o pior dia do hospital desde o início da pandemia", relatou o profissional, que é residente na unidade.

Ele contou que, por volta de 8h desta quinta (14), o nível de oxigênio no HUGV chegou ao ponto mais crítico, levando a óbito cinco pacientes que estavam em ventilação mecânica no CTI e um que estava internado na enfermaria."A situação se agravou de uma forma muito rápida. É muito complicado, porque quando a rede de oxigênio baixa, todos os pacientes sofrem ao mesmo tempo, então você acaba tendo que priorizar pelo prognóstico, temos que escolher quem vai ser assistido", relatou.

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